Depois de muita demora e de muito traso, eis que o top 10 MarofaBeats retorna. Sem muitas delongas vamo logo ao que interessa:
1.) Blundetto - Bad bad things
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não podia deixar de ser. o filho da putinha do blundetto juntou uma seleção de malucos e malucas pesada: shawn lee, tommy guerrero, chico mann, os metais da budos band, hindi zahra, lateef e general elektriks. reggae, dub, latino, groove, rap, trip-hop... tem de tudo. um disco pra posteridade.
2.) Five Alarm Funk - Anything is possible
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disco pouco comentado mas que me impressionou um bocado. nesse terceiro trabalho a banda canadense vai do rock progressivo ao funk vibrante dos anos 70. destaque para os metais e para as guitarras. disco enérgico, dançante mas envolto numa atmosfera sombria em algumas partes.
3.) The Transatlantics
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sem dúvidas o melhor debut do ano. já de cara (não gosto nem de escrever essa expressão) esses jovens australianos com rostinhos de recém-saídos do colegial deixam claro a que vieram: é funk e soul à la motown. cadenciando funks cheios de groove e um soul melódico, the transatlantics agrada tanto quem quer dançar, quanto quem quer curtir um som romântico a dois. os metais e a voz da lindinha tara lynch merecem destaque.
4.) Quantic Presenta Flowering Inferno - Dog with a rope
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esse dispensa comentários. melhor projeto do dj inglês will holland, a.k.a quantic, flowering inferno é fruto das pesquisas desse maluco sobre música latina. dub, reggae, latino, groove e muito metal. de acordo com a descrição do brother matteo (odhecaton) "buena vista social club dub."
5.) Gotan Project - Tango 3.0
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um francês, um argentino, um suíço e uma nova forma de fazer tango. continuando na mesma linha que o consagrou o gotan project não revoluciona mas incorpora mais uma vez elementos eletrônicos ao tango e nos presenteia com um disco difícil de parar de ouvir.
6.) Sharon Jones and the Dap-Kings - I learned the hard way
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a musa tardia da música soul. a voz de sharon jones continua arrebatadora e o acompanhamento dos dap-kings é perfeito (pra quem não sabe foi escutando sharon & dap-kings que amy winehouse decidiu contratar a banda pra gravar o back to black). indispensável pra quem não dispensa a boa e velha soul music.
7.) Hindi Zahra - Handmade
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a zaroinha que quando abre a boca encanta todo mundo. são poucas as pessoas que ao escutar voices (segunda faixa do bad bad things, blundetto) não perguntam quem tá cantando. essa marroquina danada esbanja talento no seu disco de estreia ao passar pelo jazz, blues, jogar uma pitadinha de soul, reggae e tango. sem falar nas influências do país dela. fineza.
8.) Fusik - Hot Skillet
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uma das minhas boas surpresas musicais de 2010. nunca tinha ouvido falar no fusik e descobri uma bela banda e um belo disco. de acordo com eles o objetivo da banda é trazer de volta os fundamentos originais do hip-hop para as massas. som instrumental, break-beat, scratchs... vale a pena conferir essa frigideira quente. surpreende.
9.) Femi Kuti - Africa for Africa
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já postado por aqui. oitava posição. representante do afrobeat tão querido pelo blog.
10.) Woima Collective - Tezeta
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também já postado. ethio-jazz à la mulatu astatke. primeira qualidade.
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terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
9º - Femi Kuti - Africa for Africa (2010)
1. Dem Bobo
2. Nobody Beg You
3. Politics In Africa
4. Bad Government
5. Can't Buy Me
6. Africa For Africa
7. Make We Remember
8. Obasanjo Don Play You Wayo
9. Boys Dey Hungry For Town
10. Now You See
11. No Blame Them
12. Yeparipa
13. E No Good
14. It Don't Mean
2. Nobody Beg You
3. Politics In Africa
4. Bad Government
5. Can't Buy Me
6. Africa For Africa
7. Make We Remember
8. Obasanjo Don Play You Wayo
9. Boys Dey Hungry For Town
10. Now You See
11. No Blame Them
12. Yeparipa
13. E No Good
14. It Don't Mean
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E na nona posição, o filho da lenda. Sobre Femi Kuti acho que nem precisa falar muito. Filho do pai do afrobeat, ele herdou de Fela não só o talento musical mas também o desejo de lutar por uma Nigéria mais justa e igualitária.
Em Africa for Africa ele se mantém fiel à fusão rítimica iniciada pelo pai. Não há aqui muitas inovações no que se refere ao afrobeat, mas o disco traz arranjos muito precisos que se encaixam de forma perfeita nas melodias das músicas.
Papai Fela deve tá orgulhoso da continuidade que o filho tá dando ao trabalho músico-social que ele iniciou na Terra.
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