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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Imperial Tiger Orchestra - Mercato [2011]








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01. Yedao
02. Lale Lale
03. Zoma
04. Anchi Bale Game
05. Yefikir Woha Timu
06. Bemgnot Alnorem
07. Shinet
08. Demamaye
09. Tirulegn feat. Bethelem Dagnachew

Eis aqui a Etiópia revisitada. Não só revisitada; transformada, atualizada e, ao mesmo tempo, (re)afirmada. Quem já teve a curiosidade de pesquisar e de ouvir a música etíope (ou pelo menos de escutar o mestre Mulatu) deve saber que o país é um celeiro de boa música. Por conta disso não raramente aparecem alguns malucos (geralmente europeus) que montam projetos baseados no ethio-jazz ou na música etíope em geral. A Imperial Tiger Orchestra é mais um projeto formado por malucos como esses, mas que se diferencia por fazer releituras de clássicos da música etíope, incorporando vários elementos contemporâneos ao tradicional som africano.

Tudo começou em 2007 quando o trompetista suíço Raphael Anker decidiu juntar outros músicos para tirar um som ao vivo revisitando a era de ouro da música etíope. A parada deu tão certo que o próximo passo dos caras foi transformar essa tirada de som numa banda. Surge a Imperial Tiger Orchestra. Depois disso os rapeizes lançaram o EP Adis Abeba, viajaram pra Etiópia, voltaram pra suíça (onde a banda é radica) e gravaram essa pedrada que tá sendo postada. (Desculpem meus saltos temporais mas é assim que tem que ser).

Uma das coisas que mais chama atenção na banda é a formação eclética dos músicos. Tem desde representante da música pop até o free-jazz. Isso deixa o som multifacetado e propicia o que pra mim é o principal trunfo da banda: preservar a beleza original das melodias etíopes enquanto explora um território sonoro totalmente novo.

Vejam o vídeo pra sentir como é a parada. Depois baixem e enjoyem um dos melhores lançamentos instrumentais do ano (selo MarofaBeats de garantia de lombra).




domingo, 9 de janeiro de 2011

Os meus melhores discos de 2010

 Com certo atraso em relação as inúmeras listas que circulam pelos blogs, chega a minha lista dos melhores discos de 2010. Antes de mais nada devo deixar claro que o único critério utilizado na seleção dos discos foi o meu gosto, todo o critério de escolha foi baseado subjetivamente no que me agrada e no que não me agrada. Entendido isso, fiquem a vontade pra criticar, sugerir, opinar, etecétera, etecétera. Outra coisa que deve ser dita é que muita coisa lançada ano passado e que me parece ser boa eu não consegui escutar. Os discos mais aclamados, mais listados, criticados, esses eu nem fiz questão de ir atrás. Só pretendo escutar depois, quando a poeira baixar. Vou fazer uma série de posts (pretendo que seja todo dia, mas não prometo). Começando hoje com a décima posição e indo até a primeira.

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10º - Woima Collective - Tezeta

















01. Marz
02. Credo
03. Woima
04. Gaaf
05. Puno
06. No Way But Still Walking
07. Cavemans Revenge
08. Wayna
09. The Cave
10. Gidama
11. Illusions
12. Wilder Mann

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A décima posição fica com Woima Collective, projeto do alemão Johannes Schleiermacher, sax tenor do Poets of Rhythm. O projeto nasceu de conversas dele com ninguém menos que Mulatu Astatke sobre música africana. A partir daí ele reuniu um grupo de músicos que também curtiam esse som e o resultado vocês podem escutar agora.

O disco traz dozes faixas de um ethio-jazz finíssimo que hora tem arranjos de dub, hora tem uma pegada mais funkeada. Os arranjos percussivos remetem muito aos ritmos tribais africanos e revelam a influência do continente na música feita pelo coletivo.

Esse foi uma das ótimas surpresas musicais desse ano. Um bando de alemães mostrando que branquelos também tem groove e swing. Pedrada!