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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Burro Morto - Baptista Virou Máquina (2011)










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01 - O céu acima do porto
02 - Transistor Riddim
03 - Tocandira
04 - Baptista, o Maquinista
05 - Volks Velho
06 - Foda do Futuro
07 - KalaKuta
08 - Cataclisma
09 - Volte Amor
10 - Luz Vermelha

Começando 2011 com uma das bandas mais Marofadas da Paraíba, o Burro Morto, que finalmente permitiu (?) o compartilhamento de seu tão esperado disco "cheio", gravado em 2009 no próprio estúdio deles, o Mutuca, localizado no bairro que nomeia o EP que fez o nome da banda pelo Brasil a fora e ainda saiu na gringa em vinil, o Varadouro.

Junto ao disco vem um DVD com o filme "Baptista Virou Máquina" dirigido pelo cineasta Carlos Dowling, sendo a "trilha visual" do disco, que retrata a vida repetitiva de um operário que só trabalhou a vida inteira. Junto ao arquivo upado, vem o encarte feito pelo grande desenhista e artista plástico Shiko, completando a obra de arte que é esse lançamento, e tornando o disco do Burro Morto único, não somente pelo instrumental maravilhoso que foi composto e o filme que foi rodado, mas também por tudo ter sido made in PB (fazendo uma pequena referência ao grande psicodélico Marconi Notaro), colocando mais uma vez o nome da Paraíba e do Nordeste no olho do furacão dos grandes artistas da nossa música e da música do mundo.

Nada melhor do que os autores para falarem com propriedade sobre sua obra, e eis o que o Haley, tecladista da banda, falou sobre o Baptista para o site Bloddy Pop:

O disco começa de uma forma mais “dura” (melodicamente e ritmicamente falando), que é como o personagem encara a vida e como é o ambiente em sua volta, e vai se transformando conforme Baptista vai experimentando sensações antes não conhecidas. Todas as músicas foram baseadas no personagem que trabalha ficticiamente há 50 anos sem parar e que vive no futuro de um país de terceiro mundo, onde a repetição o torna um ser que não questiona. Até que a rotina é quebrada. As músicas estão seguindo todas as influencias que gostamos como funk, afrobeat, rock psicodélico, jazz, música brasileira, entre outras, mas tudo entrelaçado no conceito idealizado. O disco possibilitou usar novos instrumentos como baterias eletrônicas e recortes de músicas para formar uma composição vibrante. A música que Fernando Catatau participa, por exemplo, mostra como a costura dos recortes ficaram bem amarradas.


E pra finalizar, um pequeno vídeo que mostra uma conversa entre o Curumin e Leo Marinho, guitarrista do Burro Morto, e logo depois eles executam a faixa "KalaKuta":

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

C.A. Quintet - Trip Thru Hell [1968]








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  1. Trip thru hell (part 1)
  2. Colorado Mourning
  3. Cold spider
  4. Underground Music
  5. Sleepy Hollow lane
  6. Smooth as silk
  7. Trip thru hell (part 2)
  8. Dr. of philosophy
  9. Blow to my soul
  10. Ain't no doubt about it
  11. Mickey's monkey
  12. I put a spell on you
  13. I shot the king
  14. Fortune teller's lie
  15. Sadie Lavone
  16. Bury me in a marijuana field
  17. Colorado mourning (alt.)
  18. Underground music (alt.)
  19. Smooth as silk (alt.)
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Pela data não precisa nem dizer: é rock psicodélico mesmo. C.A. Quintet é uma banda de Minneapolis, EUA, que só lançou esse disco (que só teve 1000 cópias vendidas e nunca mais foi relançado em LP, o que faz com que esse vinil hoje em dia custe cerca de U$1000).

Como o próprio nome sugere, o disco nos faz viajar por diversos lugares, mas nem sempre esse lugar é o inferno. A música que abre e dá nome ao disco é um instrumental muito fudido misturando distorções estranhas de guitarra, linha de baixo com um groove foda, vocais femininos angelicais e um orgão que ambienta toda a viagem. Destaque para o solo de bateria DESTRUIDOR no meio da música. A parte II da faixa Trip Thru Hell parece mais com uma viagem ao inferno de Dante. Ruídos, gritos e sussurros são agoniantes. É como se Lúcifer tivesse caindo do céu, deixando de ser anjo e se tornando o Satanás Cristão. Destacaria ainda as faixas Underground Music, Dr. of Philosophy, Mickey´s Monkey e a mistura de folk com lombra e psicodelia de Bury me in a Marijuana Field.

A sonoridade desse disco me lembra muito o The Pipers at the Gates of Dawn (sem comparar um com o outro) e algumas músicas soam como um Yeah-yeah-yeah psicodélico. Talvez seja um pouco estranho de digerí-lo de primeira, mas sem dúvidas é uma experiência sonora valiosa.