sábado, 12 de novembro de 2011

Bixiga 70 - Bixiga 70 (2011)


01. Grito de Paz
02. Luz Vermelha
03. Tema di Malaika
04. Mancaleone
05. Zambo Beat
06. Balboa da Silva
07. Desengano da Vista (de Pedro "Sorongo" Santos)
08. Balboa Dub
09. Dub di Malaika
10. Dub Vermelho


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Eis que ainda existe vida! Sim, no Brasil tem gente fazendo um bom afro-beat! Os Paulistanos do Bixiga 70 misturam os ritmos de forma impecável nesse disco de estréia. É impressionante como bandas com propostas parecidas ainda conseguem soar singulares, e isso é uma das coisas maravilhosas da música, a personalidade dos envolvidos influencia no som, de fato. Instrumental de primeira, produção linda do disco e cada integrante mandando muito bem em seu respectivo instrumento, coisa fina mesmo!


10 músicos que tocam em várias bandas da cena Paulistana se juntaram pra colocar ritmos dançantes no liquidificador, resultando nesse ótimo disco. Já chegaram chutando a porta!


Devem ter pensado que tinhamos morgado, mas não. Foi apenas uma pausa para respirar um ar puro em meio a tanta fumaça. Mas já passou da hora de voltar aos trabalhos...


Mais informações sobre esses nobres rapazes:
http://bixiga70.com


Pra quem quiser ouvir o disco sem baixar, é só acessar o SoundCloud da banda, sacae:
http://soundcloud.com/bixiga70


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Imperial Tiger Orchestra - Mercato [2011]








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01. Yedao
02. Lale Lale
03. Zoma
04. Anchi Bale Game
05. Yefikir Woha Timu
06. Bemgnot Alnorem
07. Shinet
08. Demamaye
09. Tirulegn feat. Bethelem Dagnachew

Eis aqui a Etiópia revisitada. Não só revisitada; transformada, atualizada e, ao mesmo tempo, (re)afirmada. Quem já teve a curiosidade de pesquisar e de ouvir a música etíope (ou pelo menos de escutar o mestre Mulatu) deve saber que o país é um celeiro de boa música. Por conta disso não raramente aparecem alguns malucos (geralmente europeus) que montam projetos baseados no ethio-jazz ou na música etíope em geral. A Imperial Tiger Orchestra é mais um projeto formado por malucos como esses, mas que se diferencia por fazer releituras de clássicos da música etíope, incorporando vários elementos contemporâneos ao tradicional som africano.

Tudo começou em 2007 quando o trompetista suíço Raphael Anker decidiu juntar outros músicos para tirar um som ao vivo revisitando a era de ouro da música etíope. A parada deu tão certo que o próximo passo dos caras foi transformar essa tirada de som numa banda. Surge a Imperial Tiger Orchestra. Depois disso os rapeizes lançaram o EP Adis Abeba, viajaram pra Etiópia, voltaram pra suíça (onde a banda é radica) e gravaram essa pedrada que tá sendo postada. (Desculpem meus saltos temporais mas é assim que tem que ser).

Uma das coisas que mais chama atenção na banda é a formação eclética dos músicos. Tem desde representante da música pop até o free-jazz. Isso deixa o som multifacetado e propicia o que pra mim é o principal trunfo da banda: preservar a beleza original das melodias etíopes enquanto explora um território sonoro totalmente novo.

Vejam o vídeo pra sentir como é a parada. Depois baixem e enjoyem um dos melhores lançamentos instrumentais do ano (selo MarofaBeats de garantia de lombra).




quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Easy Star All-Stars - Dubber Side of The Moon (2010)





















01. Speak to Me/Breathe (In The Air) (Dubmatix Remix)
02. On the Run (10 Ft. Ganga Plant Remix)
03. Time (Groove Corporation Remix)
04. The Great Gig in the Sky (Dubphonic Remix)
05. Money (The Alchemist Remix)
06. Us and Them (Dreadzone Remix)
07. Any Colour You Like (Kalbata Remix)
08. Brain Damage (Adrian Sherwood & Jazzwad Remix)
09. Eclipse (Victor Rice Remix)
10. Step It Pon The Rastaman Scene (Border Crossing Remix)
11. Money (Mad Professor Remix)
12. Time Version (Michael G Easy Star All-Stars Remix)
13. On The Run (J.Viewz Remix)

O post de hoje é simplesmente composto das versões Dub/Reggae que o Easy Star All-Stars fez do clássico disco do Pink Floyd, o lado negro da lua, todo remixado. Cada faixa ficou a cargo de um produtor diferente, deixando tudo ainda mais intenso, espacial e extremamente viajoso. O que era único, conseguiu se tornar ainda mais singular.

Não da pra ficar digitando demais sobre esses discos, essas faixas, elas falam por si só. Baixa logo essa pedreira e curte as vibes!

Pra quem quiser conhecer mais dessa galera, acessa:


PMA

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Easy Star All-Stars - First Light (2011)

Depois de 2 meses, um disco me chama a atenção o suficiente para postar aqui. Parte por motivos de ocupação, de audição de outros tipos musicais (como o meu amado Death Metal sueco) e de preguiça também, porque não?

Duvido muito que poucos conheçam o Easy Star All-Stars, pois a versão Dub feita por eles do eterno fazedor de mentes "Dark Side of The Moon", do Pink Floyd, e de outros ótimos discos, fez a banda excursionar por todos os continentes e ser tema principal de muitas rodinhas de conversa das "praças da alegria da vida".

Posto aqui a primeira baforada autoral desse auto-denominado coletivo de artistas, o que faz o som da banda ser muito além do reggae e do Dub. Tem R&B, Soul Music, Ragga, muuuito groove maravilhoso, trabalhos vocais envolventes, e uma produção impecável do Michael Goldwasser.

Faixas:

01. Don’t Stop The Music
02. Break Of Dawn
03. First Light (Ramblin’ Fever)
04. One Likkle Draw (Feat. Junior Jazz and Daddy Lion Chandell)
05. Something Went Wrong
06. Easy Now Star (Feat. The Meditations, Tony Tuff, and Lady Ann)
07. Universal Law
08. Paid My Dues
09. Reggae Pension
10. In The Light
11. Unbelievable (Feat. Cas Haley)
12. All The Way
13. I Won’t Stop
14. Don’t Stop Dub Music
15. First Light (Dubmatix Remix) [Bonus]
16. Demons (Bonus)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dalva Suada - EP (2011)








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01 - Amarelo
02 - Cabritado
03 - Inseto Castanho

04 - Boca Seca

Segunda-feira 13 e eis que o MarofaBeats tem o prazer de fazer o lançamento do EP de uma das bandas mais promissoras do cénario rock'n'roll nacional, nordestino e paraibano. Vários outro blogs mais competentes (vide Odhecaton, Música da Paraíba) já falaram sobre a origem da banda, do dalila no caos e etc., então vou pular essa parte...

O que você esperaria de uma banda com um vocal pirado que ora canta gritando, ora grita cantando; uma guitarra altamente lisérgica com riffs e palhetadas que parecem querer furar o tímpano e deixa até quem tá de cara travado; um baixo cheio de classe, funkeado, lembrando algumas bandas do final de 60 começo de 70; e uma bateria imprevisível, quebrando o ritmo quando você menos espera e mais precisa? Pois é, pode esquecer tudo que você acabou de imaginar. Do som da Dalva Suada não dá pra se esperar nada a não ser muita lombra.

Depois de um debut de primeira com o EP lançado ano passado o quarteto paraibano volta a nos presentear com mais essa pedrada. Quatro faixas que mais parecem um disco inteiro. O maior acerto da Dalva nesse novo EP foi não ter tido medo de experimentar. A começar pelas músicas longas (exceto Amarelo), com mais de 7 minutos que, no entanto, parecem bem mais curtas. São vários momentos, ápices, declives e ciclos durante cada música que nos levam a vários lugares e nos fazem esquecer que continuamos escutando a mesma faixa. A cada nova audição do EP é possível perceber algum elemento que tem a cara da casualidade e isso deixa o som mais próximo do real, mais verdadeiro.

O EP novo da Dalva Suada surpreende e satisfaz aos ouvidos mais exigentes. O som tá rendodamente sujo e autêntico como deve ser o bom e velho rock'n'roll. E a cartela que esses meninos devem ter compartilhado também foi de primeira. Baixem e viagem. Essa trip tem o selo Albert Hoffman de garantia.

PS.: A arte de Thiago Trapo é coisa muuuuito fina e o arquivo do EP vem com o artwork completo.

Syd Barret adverte: escutar esse som com fones de ouvido no máximo pode causar transtornos mentais irreverssíveis.

domingo, 5 de junho de 2011

Fela Kuti - Why black man dey suffer (1971)









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Fela Ransome-Kuti and The Africa 70
Why Black Man Dey Suffer (LP Nigeria, African Songs AS0001; Initially recorded for EMI, but EMI refused to release it)
[A] Why Black Man Dey Suffer
[B] Ikoyi Mentality Versus Mushin Mentality 

Sabe aquela história do Fela Kuti de usar a música como uma arma? Pois Why Black Man Dey Suffer é a primeira arma pesada dele. Pra começar o disco foi gravado em 71 mas só foi lançado em 74 porque a EMI, gravadora de Fela na época da gravação, se negou a lançar o disco por conta de seu conteúdo.

A visão panafricanista de Fela Kuti se mostra muito mais acentuada aqui. Na primeira parte do disco (primeira música) ele narra a história da opressão aos negros na África e explica o porque do sofrimento do povo africano.

Em Ikoyi mentality versus Mushin mentality Fela se coloca do lado da massa oprimida e rejeita os valores da burguesia nigeriana (Ikoiy é o lugar mais nobre de Lagos e Mushin é uma enorme periferia). Mais uma pedrada musical de conteúdo. 

sábado, 4 de junho de 2011

Fela Kuti - Fela's London Scene (1970)

















Fela Ransome-Kuti and The Nigeria 70
Fela's London Scene (LP Nigeria, EMI HNLX5200; LP USA (1983), Editions Makossa M2399)
[A]
J'ehin-J'ehin / Egbe Mi O
[B]
Who're You / Buy Africa / Fight to Finish


Depois de estudar na Inglaterra, montar sua banda e gravar nos EUA o que seria o primeiro disco de afrobeat propriamente (vale lembrar que até aqui esse termo ainda nem existia, foi criação da EMI pra definir a música de Fela) Fela Kuti tinha retornado pra Nigéria e tava fazendo sucesso com sua banda por lá.

Percebendo o enorme potencial musical de Fela, a EMI, gravadora do artista na época, levou ele e sua banda para gravarem no histórico estúdio Abbey Road, Londres. O resultado é a postagem de hoje: Fela's London Scene.

London Scene é o início da produção setentista de Fela. Foi durante as gravações desse disco que Fela iniciou sua amizade com o baterista do Cream, Ginger Baker, único músico branco a gravar com o nigeriano. Em London Scene, Baker faz uma ponta não creditada tocando bateria na segunda faixa.

Se em Fela Fela Fela o conceito do afrobeat começava a se desenhar, em Fela's London Scene esse conceito vai se consolidando sem, contudo, tomar a forma estética majoritária do afrobeat felakutiano dos anos 70. Ainda não temos aqui músicas muito longas e com repetições constantes de batidas, mas já estão presentes elementos como o call-response (chamado e resposta) com o coro feminino, como é possível evidenciar em Egbe Mi O.

Aproveitem! Fela's London Scene é o primeiro grande clássico desse mestre!